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Edição do Merz Meetz em parceria com a Crescer recebe Thais Fersoza e Negra Li para compartilharem sobre maternidade e autocuidado

O resgate do autocuidado e da autoconfiança após a chegada dos filhos foi o tema de um talk realizado pela Merz Aesthetics Brasil, em parceria com a Crescer. Além de Thais Fersoza, o evento contou com a participação da atriz e cantora Negra Li, que é mãe de dois, e Giovana Pacini, presidente da Merz no Brasil

A atriz e apresentadora Thais Fersoza, 39 anos, mãe da Melinda, 6, e do Teodoro, 5 anos, costuma dizer que passou “dois anos consecutivos grávida”. “Emendei uma gestação na outra. São quase gêmeos”, disse ela, bem-humorada, durante um bate-papo descontraído no evento Merz Meetz, realizado pela Merz Aesthetics Brasil, em parceria com a Crescer, nesta quarta-feira (26), em São Paulo.

Mas a mesma maternidade que trouxe o amor incondicional, também a fez perder, mesmo que temporariamente, a própria identidade. “Precisei lembrar do que eu gostava de fazer, de vestir, de comer. Foi um resgate da Thaís. Eu comecei fazendo reeducação alimentar e, depois, veio o momento da academia — e não porque eu queria emagrecer, era pelo meu momento. Foi um resgate do amor próprio, da minha autoconfiança. Era um momento para me conectar comigo. Acordava cedo, quando a casa ainda estava em silêncio, e parava para refletir, rever meus dias e atitudes”, contou.

A atriz revelou ainda que, na época, a flacidez abdominal foi algo que a incomodou muito. “Eu demorei para entender que tudo bem eu tentar melhorar aquilo. Que eu tinha o direito de buscar um tratamento estético, de fazer isso por mim. Então, eu, que não costumava fazer tratamentos, fui atrás”, lembra. “Hoje, eu sou a maior incentivadora das mulheres acharem esse momento, essas brechas para cuidarem de si”, completou.

Da esquerda para direita: Daniela Tófoli, Giovana Pacini, Negra Li e Thais Fersoza — Foto: Babuska

O papel da mãe

O depoimento é da Thais, mas poderia ser de qualquer outra mãe. A chegada dos filhos mexe mesmo com a identidade, a autoconfiança, a autoestima. Mas o desafio, segundo Giovana Pacini, presidente da Merz Aesthetics Brasil, é se priorizar nessa fase. “Quando a mulher engravida, passa a viver em função daquele filho. Ela deve ter em mente que a vida dela vai mudar, claro, mas para que esse filho tenha, primeiramente, nove meses de gestação saudáveis, ela precisa estar bem. E essa, pra mim, é a primeira prova concreta de que a mulher precisa estar bem para o filho estar bem”, afirmou.

Segundo Pacini, muito dessa imagem da mulher sobre si mesmo é reflexo da sociedade. “Depois dos filhos, praticamente deixamos de existir. A sociedade passa a enxergar a mulher como um ser que pariu e tem que viver para aquela criança — e não é assim. O primeiro passo é entender que mais do que ser mãe, somos mulheres, somos seres humanos. E quando estamos felizes com quem somos, nossa vida flui melhor e atraímos coisas com essa mesma energia”, refletiu. “Não é egoísmo, não é feio pensar em si ou se colocar em primeiro lugar para depois cuidar do filho. Isso é necessário para os dois”, completou.

Giovana Pacini, presidente da Merz no Brasil — Foto: Babuska

O bate-papo também foi conduzido por Daniela Tófoli, diretora editorial da Editora Globo, e mãe Helena 14 anos. Para ela, no puerpério, ainda existe uma idealização do papel da mulher após o nascimento do bebê. “Ser mãe não quer dizer só ser mãe. Ser mãe é apenas um dos papeis enquanto mulher. Ela continua sendo profissional, se ela quiser; tendo um relacionamento, se ela quiser; mas acho que o mais importante desses papéis todos é o que compromisso com ela mesma. Ela se resgatar e não se deixar de lado”, disse.

Daniela Tófoli, Giovana Pacini, Negra Li e Thais Fersoza durante o bate-papo — Foto: Babuska

Resgate próprio

A cantora e atriz Negra Li, 43 anos, mãe de Sofia, 13, e Noah, 5 anos, relembrou um momento marcante sobre essa ressignificação. “Sou mãe solo e a pandemia fez eu me redescobrir. Quando eles iam com o pai, eu chorava de ver a casa vazia. Mas, ao mesmo tempo, aquilo me fez reaprender a conviver comigo. Foi libertador descobrir que quando estou bem, as crianças também estão bem. Vejo que, quando estou triste, a casa fica triste. Nós somos o espelho deles”, revelou.

Negra Li contou sua experiência — Foto: Babuska

Ainda no evento, que aconteceu durante toda a manhã, mães e mulheres puderam contar suas próprias experiências e refletir sobre as mudanças que desejam para si e para a sociedade. “A puérpera deve entender que são fases. É um autocuidado também ela se olhar no espelho e perceber que esse corpo que abrigou outro ser só precisa de um tempo. Hoje, o bebê preenche tudo e não sobra tempo nem de ir ao banheiro. Mas a medida que vai crescendo, vai sobrando lacunas de tempo. Esse é o momento de a mulher se olhar e definir onde sua energia pode ser canalizada. Tem mulher que vai querer, após seis meses, retocar as mechas. Outras vão voltar a correr… depende de quem é essa mulher. Só não devemos ter pressa e se acomodar”, aconselhou a mãe de três Livia Polichiso, professora e conselheira de aleitamento materno.

O caçula da também mãe de três Raquel Carvajal, que é assessora de imprensa, completou 1 ano e meio, e ela conta que está nessa fase da busca por novos significados. “Essa busca da identidade é um desafio diário. Recentemente, ganhei um curso de samba-rock. Foi um presente do meu marido, estou fazendo sozinha e se tornou a minha paixão. Meus filhos fazem um drama na hora de eu sair, mas quando volto, eles ficam superanimados. Estou resgatando amores também. Gosto muito de cantar. Fiz canto aos 18 anos e, agora, com 40, minha voz está diferente — e é também sobre aceitar minha nova versão”, finalizou.

Artigo original – Revista Crescer – “Precisei lembrar do que eu gostava de fazer, de vestir, de comer. Foi um resgate”, diz Thais Fersoza, em evento sobre maternidade